sábado, 23 de abril de 2011

Morte...


 Ressurreição!

Que nesta Páscoa, nossos corações continuem unidos para sempre.
Que nossa alegria, nossa fé e nossa amizade nos acompanhe.
Que neste dia de festa, estejamos unidos pela PAZ  e pelo AMOR DE CRISTO E EM CRISTO.

Feliz Páscoa!
Beijos!  
Lua/Dominique


 

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terça-feira, 19 de abril de 2011



Todo mundo é lobo por dentro
ninguém é lobo mau (pra sempre)
Tem gente que nasce lobo?
Responda você!

Você me disse que eu sou petulante, né?
acho que sou sim, viu?
como a água que desce a cachoeira
e não pergunta se pode passar
 
você me disse que meu olho é duro como faca
acho que é sim, viu?
como é duro o tronco da mangueira
onde você precisa se encostar
 
você me disse que eu destruo sempre
a sua mais romântica ilusão
e que destruo sempre com minha palavra
o que me incomodou
acho que é sim
como fere e faz barulho o bicho que se machucou viu?
como fere e faz barulho o bicho que se machucou viu?

Todo mundo é louco por dentro
Ja viu alguém normal
Pra sempre?
Tem gente que nasce louca?
responda você!          
(Oswaldo Montenegro)

Lua/Dominique

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domingo, 17 de abril de 2011

Me Deixe Muda

  Não me pergunte
Não me responda
Não me procure
E não se esconda
Não diga nada
Saiba de tudo
Fique calado
Me deixe muda
Seja num canto
Seja num centro
Fique por fora
Fique por dentro
Seja o avesso
Seja a metade
Se for começo
Fique à vontade.
(Walter Franco)

Uma  semana iluminada a todos!
bejocas!
Lua/Dominique

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sexta-feira, 15 de abril de 2011

O TEMPO É O SENHOR DO DESTINO!






Frase famosa para acalentar uma alma em sofrimento ...
Jargão muito usado pelos impotentes!
E eu ... só me sinto impotente diante da morte! Diante de uma doença incurável!

Não acredito nesta frase, simplesmente porque não acredito em destino.
Não acredito que já nascemos "predeterminados a dar "certo" ou a dar "errado".
Primeiro, porque nem sabemos ao certo, se o "certo" é certo mesmo ... ou se o "errado" é mesmo errado.
Segundo, porque temos o livre arbítrio, que nos faz SENHORES de nós mesmos!

Eu sou o que ME tornei ...
Sou o que me permiti ser ...
Se não sou ... não é porque não posso ...
Mas, porque não me esforcei o bastante ... simplesmente porque não quis verdadeiramente ...
A CULPA pelo meu insucesso  é só minha ... de mais ninguém!

Não fui ao show porque choveu ... deixei de ir ao show, porque não quis enfrentar a chuva!
Não passei no vestibular de medicina porque "não era para ser" ... deixei de ser médica porque não quis enfrentar o desafio dos estudos!


Você é, sempre ... 
a luz que alguém precisa para continuar sua caminhada!

É muito fácil culpar os outros ou os acontecimentos fortuitos pela nossa inércia ...
É mais fácil e mais cômodo ...
Concordo que desacomodar é terrível ...
Buscar o novo é desgastante ...
Mas é necessário!
Aliás, é da NATUREZA humana a inquietude permanente .. . a insatisfação constante ...
E ... vou contar um segredinho ... PRECISA SER ASSIM!

Precisamos ... temos necessidade de sentir o sangue correndo nas veias ...
Buscar a adrenalina ... como se busca o elixir da juventude ... é ... sem dúvidas, o que nos mantém VIVOS!
O DESTINO ... AHhhhhhhhhhhhhhhhhh o DESTINO ... serve apenas como medidor de minhas capacidades ... pois teimo em desafiá-lo ...
Nunca acho que tem que ser como ele determina ...
Tento sempre provar para ele, que sou eu quem dita as regras da MINHA vida.

Menina ... você que está triste ...
Perdeu? ...
Ache novamente ...
Se não pode substituir ... SUBLIME ...
Vou te contar outro segredinho ...
NÃO PODEMOS TUDO ...
Mas podemos muita coisa que achamos que não podemos ...

Quando Jesus ordenou ao "alejado" que levantasse e andasse ...
Você acha que se ele não quisesse, ou tivesse medo de se levantar ... ele teria andado?
Então baby ...
Pense assim ...
SEMPRE DEPENDE DE NÓS!

Minha felicidade ...
Minhas vontades ...
Meus desejos ...
Minhas loucuras ...
EU REALIZO!


CARMO ... MINHA MÃEZINHA QUERIDA .... "LEVANTA E ANDA" ...
ESTAMOS LOUCAS PARA TE APLAUDIR NA CAMINHADA CONTRA O DESTINO!
BEIJÃO MENINAS!
DIVIRTAM-SE!



Didi



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quinta-feira, 14 de abril de 2011

Antes Que seja Tarde...






Lua/Dominique

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segunda-feira, 11 de abril de 2011

Um dia de Merda

Não sei se este autor te satisfaz  "1 texto desnecessário.... q pena!!!"
É com pesar que posto algo, após este texto brilhante da Didi, e não é porque ele supostamente é pra minha defesa.
É pela beleza própria da autora e de seu texto.


Luiz Fernando Veríssimo (verídico)


Aeroporto Santos Dumont, 15:30. Senti um pequeno mal estar causado por uma cólica intestinal, mas nada que uma urinada ou uma barrigada não aliviasse. Mas, atrasado para chegar ao ônibus que me levaria para o Galeão, de onde partiria o vôo para Miami, resolvi segurar as pontas. Afinal de contas são só uns 15 minutos de busão. “Chegando lá, tenho tempo de sobra para dar aquela mijadinha esperta, tranqüilo”. O avião só sairia às 16:30.


Entrando no ônibus, sem sanitários, senti a primeira contração e tomei consciência de que minha gravidez fecal chegara ao nono mês e que faria um parto de cócoras assim que entrasse no banheiro do aeroporto. Virei para o meu amigo que me acompanhava e, sutil, falei: “Cara, mal posso esperar para chegar na merda do aeroporto porque preciso largar um barro”. Nesse momento, senti um urubu beliscando minha cueca, mas botei a força de vontade para trabalhar e segurei a onda. O ônibus nem tinha começado a andar quando, para meu desespero, uma voz disse pelo alto falante: “Senhoras e senhores, nossa viagem entre os dois aeroportos levará em torno de 1 hora, devido às obras na pista”.

Aí o urubu ficou maluco querendo sair a qualquer custo. Fiz um esforço hercúleo para segurar o trem merda que estava para chegar na estação ânus a qualquer momento. Suava em bicas.

Meu amigo percebeu e, como bom amigo que era, aproveitou para tirar um sarro. O alívio provisório veio em forma de bolhas estomacais, indicando que pelo menos por enquanto as coisas tinham se acomodado. Tentava me distrair vendo TV, mas só conseguia pensar em um banheiro, não com uma privada, mas com um vaso sanitário tão branco e tão limpo que alguém poderia botar seu almoço nele. E o papel higiênico então: branco e macio, com textura e perfume e, ops, senti um volume almofadado entre meu traseiro e o assento do ônibus e percebi, consternado, que havia cagado. Um cocô sólido e comprido daqueles que dão orgulho de pai ao seu autor. Daqueles que dá vontade de ligar pros amigos e parentes e convidá-los a apreciar na privada. Tão perfeita obra, dava pra expor em uma bienal. Mas sem dúvida, a situação tava tensa. Olhei para o meu amigo, procurando um pouco de solidariedade, e confessei sério: “Cara, caguei”.


Quando meu amigo parou de rir, uns cinco minutos depois, aconselhou-me a relaxar, pois agora estava tudo sob controle. “Que se dane, me limpo no aeroporto” – pensei. “Pior que isso não fico”. Mal o ônibus entrou em movimento, a cólica recomeçou forte.

Arregalei os olhos, segurei-me na cadeira, mas não pude evitar e, sem muita cerimônia ou anunciação, veio a segunda leva de merda. Dessa vez, como uma pasta morna. Foi merda para tudo que é lado, borrando, esquentando e melando a bunda, cueca, barra da camisa, pernas, panturrilha, calças, meias e pés. E mais uma cólica anunciando mais merda, agora líquida, das que queimam o fiofó do freguês ao sair rumo à liberdade. E depois um peido tipo bufa, que eu nem tentei segurar, afinal de contas o que era um peidinho para quem já estava todo cagado. Já o peido seguinte, foi do tipo que pesa. E me caguei pela quarta vez.

Lembrei de um amigo que certa vez estava com tanta caganeira que resolveu botar modess na cueca, mas colocou as linhas adesivas viradas para cima e quando foi tirá-lo levou metade dos pêlos do rabo junto. Mas era tarde demais para tal artifício absorvente. Tinha menstruado tanta merda que nem uma bomba de cisterna poderia me ajudar a limpar a sujeirada. Finalmente cheguei ao aeroporto e, saindo apressado com passos curtinhos, supliquei ao meu amigo que apanhasse minha mala no bagageiro do ônibus e a levasse ao sanitário do aeroporto para que eu pudesse trocar de roupas. Corri ao banheiro e, entrando de boxe em boxe, constatei a falta de papel higiênico em todos os cinco.

Olhei para cima e blasfemei: “Agora chega, né?” Entrei no último, sem papel mesmo, e tirei a roupa toda para analisar minha situação (que conclui como sendo o fundo do poço) e esperar pela minha salvação, com roupas limpinhas e cheirosinhas e com ela uma lufada de dignidade no meu dia.

Meu amigo entrou no banheiro com pressa, tinha feito o “check-in” e ia correndo tentar segurar o vôo. Jogou por cima do boxe o cartão de embarque e uma maleta de mão e saiu antes de qualquer protesto de minha parte. Ele tinha despachado a mala com roupas. Na mala de mão só tinha um pulôver de gola “V”. A temperatura em Miami era de aproximadamente 35 graus.


Desesperado, comecei a analisar quais de minhas roupas seriam, de algum modo, aproveitáveis. Minha cueca joguei no lixo. A camisa era história. As calças estavam deploráveis e, assim como minhas meias, mudaram de cor tingidas pela merda. Meus sapatos estavam nota 3, numa escala de 1 a 10. Teria que improvisar. A invenção é mãe da necessidade, então transformei uma simples privada em uma magnífica máquina de lavar. Virei a calça do lado avesso, segurei-a pela barra, e mergulhei a parte atingida na água. Comecei a dar descarga até que o grosso da merda se desprendeu.

Estava pronto para embarcar. Saí do banheiro e atravessei o aeroporto em direção ao portão de embarque trajando sapatos sem meias, as calças do lado avesso e molhadas da cintura ao joelho (não exatamente limpas) e o pulôver gola “V”, sem camisa. Mas caminhava com a dignidade de um lorde.

Embarquei no avião, onde todos os passageiros estavam esperando “O RAPAZ QUE ESTAVA NO BANHEIRO” e atravessei todo o corredor até o meu assento, ao lado do meu amigo que sorria. A aeromoça se aproximou e perguntou se precisava de algo.

Eu cheguei a pensar em pedir 120 toalhinhas perfumadas para disfarçar o cheiro de fossa transbordante e uma gilete para cortar os pulsos, mas decidi não pedir: “Nada, obrigado. Eu só queria esquecer este dia de merda!”

Beijokas


Regina-FONTEELUZ

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